Ações do Sanear Amazônia fortalecem acesso à água e produção familiar em territórios do Amazonas

Durante o mês de fevereiro, atividades do programa Sanear Amazônia avançaram em diferentes territórios do Amazonas, combinando acompanhamento produtivo de famílias, implantação de tecnologias de acesso à água e ações de saneamento em comunidades rurais e extrativistas.

O Projeto Sanear Amazônia é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), conta com coordenação do Memorial Chico Mendes, articulação do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS).

Na Floresta Nacional de Tefé, equipes da Associação dos Produtores Rurais de Carauari(ASPROC) realizaram, entre os dias 5 e 13 de fevereiro, a quarta etapa do acompanhamento familiar produtivo vinculado ao Serviço de Acompanhamento Familiar para Inclusão Social e Produtiva (SAFISP). A atividade marcou a conclusão do ciclo de quatro visitas individuais previstas para cada família atendida.

No território, 198 famílias participam do acompanhamento técnico contínuo. Além do suporte produtivo, elas também recebem recursos do Programa Fomento Rural, o que representa um investimento estimado em mais de R$ 900 mil na região.

As ações alcançam doze comunidades distribuídas ao longo de três rios da região. No Rio Tefé, foram atendidas as comunidades de São Francisco do Itaúba, Ponta da Sorva, Tuiúca, Nova Canaã e Aldeia São Jorge. No Rio Curumitá, as atividades envolveram Santa Maria do Boto, Estirão do Curumitá, Morada Nova e Campo Novo. Já no Rio Bauana, participaram as comunidades de Monte das Oliveiras, Felicidade e Jauartiuba.

Durante as visitas técnicas, foram observados avanços em diferentes iniciativas produtivas. Na comunidade São Francisco do Itaúba, houve fortalecimento da produção e beneficiamento da farinha, além da criação de galinhas e aquisição de equipamentos para a casa de farinha. Em Estirão do Curumitá, a compra de uma carrocinha passou a facilitar o transporte da produção dentro da comunidade.

Outras melhorias também foram registradas. Em Santa Maria do Boto, a aquisição de uma máquina de torrar farinha contribuiu para otimizar o processo produtivo. Na comunidade Tuiúca, recursos foram direcionados para a compra de gêneros alimentícios voltados à revenda local. Já em Jauarituba, a compra de um motor estacionário ampliou a logística de transporte da produção até a cidade, enquanto em Nova Canaã um freezer passou a apoiar a comercialização de alimentos congelados.

Além do acompanhamento produtivo, a comunidade Campo Novo, no Rio Curumitá, recebeu 16 tecnologias sociais voltadas ao acesso à água e ao saneamento. As ações incluíram a implementação de um sistema comunitário de abastecimento de água adaptado às condições de várzea e a construção de banheiros individuais adequados ao território.

Ações também avançam nas Resex Médio Purus e Ituxi

No sul do Amazonas, o Instituto Desenvolver também realizou atividades do Sanear Amazônia nas áreas da Reserva Extrativista Médio Purus e da Reserva Extrativista Ituxi, ambas no município de Lábrea.

Durante o mês de fevereiro, a equipe técnica concentrou esforços na reorganização do cronograma de atividades e na atualização de registros de visitas individuais realizadas junto às famílias beneficiárias. O período também foi dedicado ao replanejamento das ações relacionadas ao SAFISP, considerando que parte das famílias ainda se encontra em diferentes etapas do recebimento do fomento rural.

As equipes também realizaram viagem de campo para entrega de materiais destinados à construção de tecnologias sociais de acesso à água nas comunidades. No entanto, a elevação rápida do nível dos rios neste ano impactou o andamento de algumas obras, dificultando o acesso e as condições de trabalho em determinados locais.

Para evitar atrasos maiores, foi organizado um mutirão de trabalho com a equipe técnica e moradores das comunidades. A mobilização permitiu acelerar as construções e garantir a conclusão de 12 tecnologias sociais no período de um mês e dez dias, assegurando que as famílias beneficiárias não fossem prejudicadas pela subida das águas.

De forma geral, o mês foi marcado por ações de reorganização logística e intensificação das atividades em campo, buscando garantir a continuidade do projeto e o atendimento às famílias atendidas nas unidades de conservação.

As atividades do Sanear Amazônia são realizadas em parceria com organizações locais e associações comunitárias, entre elas a Associação dos Moradores e Produtores Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno, a Associação APADRIT e a Associação ATAMP, fortalecendo ações voltadas ao acesso à água, saneamento e desenvolvimento produtivo em territórios da floresta.

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