O Memorial Chico Mendes, junto aos representantes dos projetos que coordena por meio da iniciativa Floresta+ Comunidades, marca presença na “Oficina de Troca de Experiências” do Projeto Floresta+ Amazônia, que aconteceu desde a última quarta-feira (21) até sexta-feira (23), em Manaus (AM).
Membros da Associação das Mulheres Agroextrativistas do Médio Juruá (ASMAMJ), Associação dos Moradores Extrativistas da Comunidade São Raimundo (Amecsara), Associação Produtores Agroextivistas da Comunidade Nova Esperança (AANE) e a Associação Agro-Extrativista de Auati-Parana estiveram juntos aos representantes do Memorial Chico nos três dias de atividades desenvolvidas.
“Foi um momento de trocas muito interessante, principalmente para quem está tendo a oportunidade de apresentar os resultados dos projetos”, Maria José Alburquerque, coordenadora dos projetos inscritos na modalidade Floresta+ Comuidades.
O evento reúne associações de indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos da Amazônia Legal e organizações parceiras de todo o país. O objetivo da oficina é integrar equipes implementadoras e lideranças comunitárias de 40 iniciativas que atuam em territórios amazônicos, promovendo a troca de conhecimentos, desafios enfrentados e lições aprendidas durante a execução das ações.
“Está sendo uma experiência proveitosa, principalmente as trocas com pessoas de diferentes locais. São em momentos como esses podemos ver como o Médio Juruá está desenvolvido, graças ao trabalho das instituições da região. Saio com muitos aprendizados”, declarou Raimundo Cunha, presidente da Amecsara.
Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiamento do Fundo Verde para o Clima (GCF), o Projeto Floresta+ Amazônia busca fomentar práticas sustentáveis, fortalecer a proteção territorial e valorizar os modos de vida dos povos e comunidades tradicionais da região.
O Memorial Chico Mendes, reconhecido por sua atuação em defesa dos povos da floresta e da justiça socioambiental, participa da modalidade “Comunidades” do projeto, por meio da qual desenvolve ações em parceria com comunidades extrativistas e ribeirinhas, promovendo a conservação ambiental, o fortalecimento da economia da floresta.
Para a representante da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural do MMA, Isabela Sales, o evento traz trocas significativas e construtivas. “Que cada conversa fortaleça os nossos caminhos. O Governo Federal, por meio da secretaria, está à disposição para apoiar, colaborar e buscar novas soluções. Quando iniciamos algo, é essencial parar, refletir e avaliar: estamos indo na direção certa? Precisamos ajustar o percurso? Observar o que está funcionando com os outros nos inspira e nos ensina. Essa troca de experiências e saberes é o que nos faz crescer juntos”, ressaltou.
Ao todo, o Floresta+ apoia 40 Terras Indígenas, 12 Unidades de Conservação, nove territórios quilombolas, um assentamento agroextrativista e um território urbano, abrangendo uma diversidade de experiências e realidades que serão compartilhadas durante o evento.
Com previsão de investimento total de 96 milhões de dólares até 2028, o Projeto Floresta+ Amazônia representa um compromisso internacional do Brasil com a promoção do desenvolvimento sustentável, com foco na justiça climática, proteção da biodiversidade e garantia dos direitos dos povos originários e comunidades tradicionais.
Sobre o Memorial Chico Mendes
O Memorial Chico Mendes, fundado em 1996 pelo CNS (Conselho Nacional das Populações Extrativistas), é uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação do legado do ativista ambiental Chico Mendes e à promoção de projetos sociais e ambientais na Amazônia. Através de diversas iniciativas, buscamos contribuir para o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida das comunidades extrativistas.